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Medição de potenciais de passo e toque

Medição de potenciais de passo e toque

Medição em campo das tensões de passo e toque conforme NBR 15749, com relatório técnico e ART para garantir a segurança da instalação.

Durante uma falta fase-terra, a corrente que escoa pela malha de aterramento eleva o potencial do solo ao redor de subestações, torres de linha, postes com equipamentos energizados e estruturas industriais aterradas. Se esse gradiente de potencial não for controlado, uma pessoa que esteja caminhando ou encostando em uma estrutura metálica próxima pode ficar submetida a uma diferença de tensão perigosa entre os pés (tensão de passo) ou entre a mão e o pé (tensão de toque). O ensaio de medição de potenciais de passo e toque, conforme a NBR 15749, quantifica em campo essas tensões e as compara aos limites de segurança para pessoas, permitindo comprovar que a instalação não oferece risco de choque em condição de falta. É um serviço indicado para concessionárias e geradoras de energia, indústrias com subestação própria, parques eólicos e fotovoltaicos, mineradoras e qualquer instalação com aterramento de porta ou malha em área de circulação de pessoas.

O que está incluso no ensaio

  • Levantamento da malha de aterramento e identificação dos pontos críticos de medição (cercas, portões, bases de equipamentos, acessos)
  • Injeção de corrente controlada no sistema e medição das tensões de passo e toque nos pontos selecionados
  • Medição da resistividade do solo e da resistência de aterramento associadas ao ensaio
  • Cálculo das tensões toleráveis para o tempo de atuação da proteção e comparação com os valores medidos
  • Identificação de pontos de risco e recomendação de correções (reforço de malha, hastes adicionais, brita ou revestimento isolante)
  • Emissão de relatório técnico com memorial de cálculo, resultados e ART

Metodologia e instrumentação

As medições seguem os métodos de injeção de corrente previstos na NBR 15749 e na IEEE Std 81, com equipamentos de terrômetro digital de alta corrente, eletrodos de medição e cabos de extensão dimensionados para alcançar os pontos representativos do gradiente de potencial. Os ensaios são planejados para reproduzir as condições reais de falta da instalação, considerando a corrente de curto-circuito fase-terra e o tempo de atuação das proteções, de forma que os resultados reflitam o risco efetivo a que uma pessoa estaria exposta. Todo o trabalho de campo é executado por equipe própria treinada em NR-10, com bloqueio e isolamento das áreas de ensaio durante a injeção de corrente.

Normas técnicas aplicáveis

O ensaio atende à NBR 15749 (Medição de resistência e de potenciais de passo e toque em sistemas de aterramento), com apoio da NBR 5419 para instalações que envolvam SPDA e da NBR 7117 quando a medição de resistividade do solo integra o mesmo levantamento. As atividades de campo observam a NR-10 quanto à segurança em instalações e serviços com eletricidade, e a referência internacional IEEE Std 81 é utilizada como complemento metodológico para os cálculos de tensões toleráveis. O relatório final é assinado por engenheiro responsável e pode ser usado tanto para atender exigências de concessionária e de órgãos fiscalizadores quanto para subsidiar decisões de reforço da malha de aterramento.

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