
Teste funcional de relés de sobrecorrente, diferencial e distância com malas de teste secundário, validando curvas e tempos de atuação.
Relés de proteção são a última linha de defesa de uma instalação elétrica contra curtos-circuitos, sobrecargas e faltas à terra. Um relé mal parametrizado, descalibrado ou com falha oculta de hardware só revela o problema no momento em que menos se pode admitir: durante uma falta real, com risco de dano a equipamentos, incêndio ou desligamento indevido de cargas críticas. Este serviço é indicado para subestações industriais, concessionárias, geradoras, condomínios comerciais e plantas fabris que precisam comprovar, com dados objetivos, que a proteção vai operar como projetada.
Quando este ensaio é necessário
O ensaio funcional é obrigatório antes da energização de qualquer subestação ou painel novo, após substituição ou reparo de um relé, após alteração de parametrização ou lógica de intertravamento, e como parte de programas de manutenção preventiva periódica. Também é recomendado após eventos de operação incorreta da proteção, quando há suspeita de descoordenação entre relés em série ou quando a instalação passa por auditoria de conformidade elétrica.
O que está incluso
- Injeção secundária de corrente e tensão simulando condições de falta em múltiplos pontos da curva de proteção
- Medição dos tempos de atuação e comparação com as curvas parametrizadas (tempo definido e tempo inverso)
- Verificação de funções de sobrecorrente de fase e neutro, diferencial percentual e distância, conforme o relé instalado
- Teste de seletividade e coordenação entre relés adjacentes, confirmando ausência de sobreposição indevida
- Checagem de contatos de trip, sinalizações, lógica de intertravamento e integração com disjuntores
- Emissão de relatório técnico com curvas obtidas, tempos medidos e comparativo com os ajustes de projeto
Metodologia e equipamentos
Os testes são realizados com malas de teste secundário microprocessadas, capazes de gerar sinais de corrente e tensão trifásicos com precisão e registrar automaticamente o tempo de resposta do relé em cada ponto ensaiado. Os pontos de injeção são definidos a partir do estudo de coordenação e seletividade da instalação, cobrindo a faixa de operação instantânea, temporizada e de retaguarda. Toda a atividade é conduzida por equipe técnica habilitada, com os procedimentos de bloqueio, sinalização e desenergização previstos na NR-10.
Conformidade técnica
Os ensaios seguem as referências técnicas aplicáveis ao sistema de proteção e à instalação em que o relé está inserido, incluindo critérios de coordenação previstos na NBR 5419 para SPDA quando há interface com proteção contra descargas atmosféricas, e requisitos de aterramento da NBR 15749 e da IEEE 81 quando a atuação da proteção depende de correntes de falta à terra e da malha de aterramento associada. O relatório final documenta cada ensaio realizado, os valores medidos e a conclusão sobre a adequação do relé para operação, servindo como evidência técnica para auditorias, seguradoras e áreas de engenharia da planta.
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